quinta-feira, 5 de abril de 2012

Produção Textual 02 - Autobiografia



NEM SE CONHECER VAI ACABAR CONHECENDO

Elise: nome de carro, de letra de música. Nome de quem sabe que é errado julgar, mas que às vezes julga sem pensar. Nome de quem erra e tenta consertar, mas muitas vezes acaba voltando pro mesmo lugar. Nome de quem deseja mais do que pode ter; nome de quem deseja muito mais do que apenas crescer. Nome de quem gosta de criticar, mas faz muito pouco pra mudar. Nome de quem gosta de ouvir e tentar ajudar, mas que também quer espaço pra poder se expressar. Nome de quem sabe que tem milhões de motivos pelos quais se alegrar, mas sabe que apenas um já é o suficiente pra lhe fazer chorar. Nome de quem sabe que pela capa do livro não se deve julgar, e que nem o conteúdo se deve apenas folhear. Nome de quem sabe que alguns problemas não se pode derrubar, mas que na maioria deles há um ponto fraco a se explorar, e que por cima dele sempre há um meio de passar. Nome de quem quer expressar a sua, muitas vezes estando fechada para outra opinião. Nome de quem é craque em tropeçar, mas custa a cair no chão. Nome de quem ama, mas sente que falta ser amada. Nome de quem poderia viver pensando, e morrer sem ter dito nada. Nome de quem sabe que a vida não é um conto, mas que às vezes nela gostaria de por um ponto. Nome de quem poderia passar horas escrevendo, mas sabe que nem se conhecer vai acabar conhecendo.

Produção Textual 01 - Fábula




O CASAL DE CORUJAS

Era meia estação. Um casal de corujas recém-casado foi viver sozinho em uma humilde árvore. Havia somente um banheiro, uma cozinha, uma sala e um quarto de casal, tudo muito simples.
                A coruja fêmea vinha de uma família que considerava a leitura a base de tudo. Ela possuía muitos livros que guardava numa estante na sala. A coruja macho, vinha do campo, onde não haviam livros nem escolas, e o conhecimento era passado de geração em geração. A fêmea morria de frio, enquanto o marido vivia com calor.
            Certo dia, os dois estavam na sua cama, tentando dormir, quando a fêmea começou a ficar com frio. Então, ela levantou, pegou uma coberta, e tapou tanto ela quanto o marido. O marido, logo começou a sentir calor. Não sabendo o que fazer, o marido foi dormir no sofá.
            A mulher, querendo dormir com o marido, mas não podendo, tentou achar uma solução em seus livros. Mas, pela primeira vez, não encontrou nada que pudesse ajudar. Decepcionada e sem outras opções, ela foi pedir pela opinião do marido, muito sem esperança. Ele pareceu lembrar-se de algo e disse:
            -Como eu não pensei nisso antes?! Se tem uma coisa que eu aprendi com a minha família, foi a achar a harmonia entre as coisas, que é o que faremos com os nossos problemas a partir de agora. Dorme com um pijama mais grosso e quente, se tens frio; que eu vou dormir com um pijama leve e fresquinho, já que tenho calor.
            E assim eles aprenderam a achar uma harmonia entre as coisas. É difícil, muitas vezes, mas necessário, na maioria delas.